MACROVISION- PROCESSO ANTI-CÓPIAS PARA DVD.

"Macrovision". Este é o nome da empresa que desenvolveu um processo eletrônico que não permite a realização de cópias(pirataria) em produções de vídeo digital ou analógico, através das saídas de vídeo-composto, S-Vídeo ou SCART NTSC, PAL, RGB e YUV de equipamentos, como DVD, VCD, Videocassete, etc. Este processo se mostrou tão eficaz que a marca tornou sinônimo do processo, que podemos dizer "inteligente", porque a sua atuação pode ser alterada dependendo exclusivamente das informações inseridas na produção(DVD, CD ou tape) a ser protegida, além de ser um processo que sofre continuo aperfeiçoamento e alteração.

A inserção deste sinal anti-cópias é realizada na fonte geradora do sinal de vídeo nos DVDs, videocassetes digitais DVHS(DVC), etc. ou seja, o "Macrovision" é gerado no momento que o sinal vídeo digital é convertido para vídeo analógico nos circuitos de conversão(DAC-digital/analogic conversion). As gravações em VHS com direitos autorais também têm esta proteção, porém o sinal de Macrovision é gravado "fisicamente" no ato da produção. Processo analógico.

Um circuito gerador do Macrovision é incorporado ao chip responsável pela conversão do sinal de vídeo digital em vídeo análogo(DAC), também conhecido como conversor D/A. Embora similar ao tipo usado em fitas pré-gravadas de videocassete, o Macrovision é totalmente programável via software. Isto permite atualização de algoritmos ou programas, para que quando novas versões(tecnologia) de televisores ainda a serem produzidos estiverem no mercado, possam reproduzir imagens com a proteção de cópia(Macrovision), sem distorções e com toda a fidelidade da imagem original, porém não permitindo a realização ou reprodução de cópias.


ONDE SE ENCONTRA O MACROVISION
-Nas saídas de vídeo analógico RGB, o controle(ou sinal) do Macrovision está presente nas três saídas R,G e B.
-Nas saídas de vídeo analógico YUV(vídeo componentes), o controle do Macrovision está presente somente na saída de Y(vídeo).
-Está sempre presente no sinal de vídeo composto.

COMO FUNCIONA.
O Macrovision funciona graças a diferença de tratamento que é dada ao sinal de vídeo pelo televisor e pelo equipamento de gravação(videocassete ou DVDrecorder). O circuito de controle automático de ganho (CAG) em um aparelho de TV foi projetado para responder lentamente à mudança do nível do sinal de vídeo. Porém, o circuito de controle automático de ganho(CAG) de um gravador de vídeo(videocassete por exemplo) foi projetado para respostas rápidas, ou seja, responder "de pronto" contra a variação do nível de sinal de vídeo. A "artimanha" do Macrovision é tirar vantagem desta diferença, modificando o sinal de vídeo de forma que um televisor possa mostrar uma imagem sem variações e o videocassete não consegue gravar perfeitamente a imagem, produzindo as variações e distorções na imagem, vistas no momento da reprodução da cópia.
Entender o que o Macrovision faz no sinal de vídeo é simples, porém, deve ser notado que a especificação ou ação do Macrovision permite que seja reconfigurada. isto facilita a realização de mudanças no processo, tornando mais complexo do que o descrito aqui. Possíveis eliminadores de Macrovision podem ser ineficientes ou parcialmente eficazes em futuros processos anti-cópias Macrovision.

TÓPICOS DE UM SINAL DE VÍDEO COM A PRESENÇA DO MACROVISION

As explicações que seguintes contém termos técnicos e o leitor necessita conhecer o processo de produção do sinal de televisão, e também alguns padrões de "varredura", principalmente o NTSC(60Hz) e o padrão PAL(50Hz), para melhor aproveitamento.
Aos leitores que não têm um bom conhecimento sobre o assunto, basta saber que o processo Macrovision insere algumas informações à imagem, só percebidas pelo videocassete. Estas informações provocam constante aumento e redução no "contraste" e na estabilidade da imagem. Por isto, a imagem aparenta normal e desaparece entre distorções ciclicamente, ao ser reproduzida a cópia de um original com Macrovision. Os gravadores de DVD informam de imediato a impossibilidade da realização da cópia, devido a presença de outra informação anti-cópia, o CGMS/A, mas este é um assunto para outro espaço.

Tecnicamente, notamos o Macrovision em diversos setores do sinal de vídeo:
-REAJUSTE NOS PULSOS DE SINCRONISMO: A amplitude dos pulsos de sincronismo são reduzidos em 25%, após o intervalo de apagamento vertical.

-PULSOS VBI(Vertical Blanking Interval) -Pulsos no intervalo de apagamento vertical: São pulsos inseridos entre a 7a. e 21a. linha e entre a 270a. e 284a. para NTSC(60Hz) e entre a 7a. e 21a e entre 319a. e 333a. para o padrão PAL(50Hz). Os pulsos VBI são divididos em três categorias: Pseudo-pulsos de sincronismo, pulsos de AGC e pulsos alternantes de AGC.
Para cada uma das linhas de varredura descritas acima, são somados 4 pseudo-pulsos de sincronismo(NTSC), ou 6 pulsos(PAL). A função destes pulsos é "enganar" o circuito de detecção dos pulsos de sincronismo dos videocassetes, que "imagina" estar ocorrendo um pulso de sincronismo horizontal, provocando sincronização errônea, refletida em alterações principalmente na intensidade e matiz das cores da imagem após gravada.
Logo após cada pseudo-pulso de sincronismo de varredura, em numero de 4(NTSC) ou 6(PAL) é somado um "pulso de AGC", que varia continuamente de amplitude, completando um ciclo a cada 20 segundos. O circuito de CAG(Controle automático de ganho) do videocassete é "enganado", o que provoca uma elevação de ganho no sinal a ser gravado e em seguida, induz uma redução no nível do sinal segundo as variações de amplitude dos "pulsos de CAG". Na prática, isto provoca as oscilações na imagem, quando se reproduz uma cópia com o Macrovision presente.

-PULSOS EOF(End Off Field) -Pulsos de fim de campo: São pulsos que estão presentes em no máximo 15 linhas de varredura horizontal, antes dos pulsos de sincronismo vertical. Os pulsos EOF são semelhantes aos de AGC e são somados logo após os pulsos de sincronismo horizontal e equalizadores no final de cada campo, antes dos pulsos de sincronismo vertical. Estes também mantêm o ciclo de variação na amplitude a cada 20 segundos, para proporcionar uma variação no ganho do CAG do videocassete, induzindo variação errônea no sinal de vídeo que se pretende gravar, provocando oscilação na imagem se esta for efetivamente gravada.

-PROCESSAMENTO NO "BURST"(PULSO DE SINCRONISMO DE COR): O sinal de "burst" é modificado em linhas especificas de varredura, de forma tal que um aparelho de televisão reproduz as cores sem distorções, mas um videocassete não consegue entender o sinal de "burst" nodificado, ocasionando faixas horizontais sem cor ou com cores distorcidas, ao ser reproduzida a fita-copia com Macrovision. Este processo não afeta saídas analógicas do tipo RGB ou YUV, pois estas aídas não contêm o "burst" (pulso de sincronismo de cor). Este é o famoso efeito "COLOR-STRIPE"(toda a tela do televisor fica com diversas linhas horizontais formando uma veneziana, alternando faixas com imagem coloridas e faixas com imagem em preto e branco, ou na melhor das vezes, cores adulteradas).


DVDR/RW - COPY PROTECTION

A facilidade com que as informações digitais podem ser reproduzidas e distribuídas torna mais importante do que nunca a necessidade de segurança de materiais com direitos autorais.

A cópia ilegal de filmes, software ou dados não apenas infringe os direitos dos produtores, mas também os desencoraja fortemente a publicá-los. A conseqüência é que os consumidores têm que esperar mais pelos lançamentos de filmes e pela disponibilidade dos software.

Uma variedade de sistemas de proteção contra cópias existe para impedir que filmes e outros conteúdos sejam duplicados ilegalmente. A maior parte do trabalho é feita através da codificação das informações no momento da produção do DVD, portanto o leitor é equipado com uma tecnologia de decodificação que permite que o DVD seja reproduzido.

O DVD Forum está debatendo as opções para o DVD-R/RW, num esforço para assegurar os direitos tanto dos produtores como dos consumidores. Qualquer que seja o desfecho, a Pioneer o o formato DVD-R/RW estão prontos para isso.

Tecnologia para Proteção contra Cópia com DVD-R/RW


Os gravadores de DVD da Pioneer são equipados com Macrovision, CGMS e CPRM para ajudar e impedir a reprodução de material protegido por direitos autorais. Todos os DVD-R/RW em branco são protegidos com CSS para impedir que títulos de filmes e de software, protegidos pelo sistema, sejam duplicados.

Macrovision

A Macrovision modifica um sinal de vídeo para que apareça distorcido quando reproduzido numa gravação feita a partir da original. A interferência é produzida através de uma interação entre o sinal da Macrovision e os circuitos do gravador do videocassete.
CGMS - Copy Guard Management System (Sistema de Gerenciamento de Geração de Cópias)

O CGMS é um sistema de controle de cópias para gravadores de DVD, que impede as cópias ou controla o número de cópias que podem ser geradas.

O Copy Guard Management System (Sistema de Gerenciamento de Geração de Cópias) pode ser adicionado a sinais análogos (CGMS/A) ou digitais (CGMS/D).
CPRM - Contents Protection for Recordable Media (Proteção de Conteúdo de Materiais Graváveis))

O CPRM é uma tecnologia de proteção contra cópias, que permite a gravação única de um conteúdo digital.

O CPRM utiliza um número exclusivo de identificação (ID de 64 bis) em DVDs em branco, a fim de codificar as informações digitais à medida em que são gravadas. Quando o DVD é reproduzido, o identificador exclusivo torna-se disponível para que o leitor decodifique o disco. O identificador exclusivo não está disponível para cópias e não funcionará em qualquer outra cópia.


CSS - Content Scramble System (Sistema de Embaralhamento de Conteúdo)

O Content Scrambling System (Sistema de Embaralhamento de Conteúdo) exige que tanto o produtor do conteúdo (ex.: criador do filme), como o fabricante do leitor, adquiram licenças. Para aumentar a segurança, o sistema codifica periodicamente os dados, utilizando chaves de codificação.