HD-DVD |
BLUE-RAY |
O
NOVO VMD |
| Armazenamento:
30 GB ou 13 horas de vídeo
Preço
do aparelho:
500 a 1000 dólares
Tecnologia:
A leitura de dados é feita por laser azul.
A frequência de onda e de 405 nanômetros.
A trilha em que as informações estão gravadas
também é menor em relação ao DVD convencional:
Tem metado do tamanho.
A camada física de dados está a 0,6 milímetro
da superfície do disco. |
Armazenamento:
50 GB ou 22 horas de vídeo
Preço do aparelho:
1000 doláres
Tecnologia:
A leitura de dados é feita por laser azul.
A frequência de onda é de 405 nanômetros.
A trilha em que as informações estão gravads
também tem metade do tamanho do DVD convencional.
Mas a camada física de dados está apenas 0,1 milímetro
da superfície do disco. |
Armazenamento:
48 GB ou 20 horas de vídeo
Preço
do aparelho:
250 dólares
Tecnologia:
A
leitura dos dados e feita por laser vermelho.
A frequência de onda é de 650 nanômetros.
Mas, em relação aos discos convencionaiS, o VMD aumenta
o número de camadas em que as informações estão
gravadas. Passam de duas para até oito, mas podem chegar
a vinte camadas.
|
Aparelho
criado na Inglaterra acirra a briga no mercado ao unir a resolução
do futuro com o preço do passado
Alguns equipamentos encurtam de tal forma o trajeto entre as inovações
e os consumidores que podem ser definidos como atalhos tecnológicos.
Uma dessas veredas pode ter sido encontrada pela New Medium Enterprises
(NME). A empresa, com sede em Londres, confirmou na semana passada ter
desenvolvido um novo tipo de DVD, batizado de Disco Versátil
de Multicamadas (VMD, na sigla em inglês).
A tecnologia empregada no sistema tem o mérito de unir o barato
ao agradável.
O VMD conta com recursos que podem oferecer grande qualidade de imagem
e som, pois tem uma capacidade para armazenar dados tão robusta
como as novas (e caras) gerações de aparelhos que estão
chegando ao mercado mundial, como o Blue-Ray Disc e HD-DVD. Em contrapartida,
custa o mesmo que os dispositivos convencionais - cerca de 250 dólares.
A NME estima que começará a vender o produtor em 2007.
É Ferrenha na indústria a disputa pelo sucessor dos DVDs,
lançados no Natal de 1997. Nos últimos três anos,
esses discos tiveram sua obsolêncência consumada pelo avanço
do conteúdo de alta definição (HD, de high definition).
A reprodução do som e da imagem em HD exige uma acurácia
de leitura e, principalmente, uma capacidade de armazenamento de ddos
que os DVDs não conseguem alcançar. Foi por isso que as
empresas criaram duas tecnologias candidatas á sucessão,
mas incompatíveis entre si.
E o mundo dos gigantes eletrônicos se dividiu. Em torno do Blue-Ray
se formou uma aliança com nomes como Sony, Samsung, Apple, Dell,
JVC, LG e Philips. A fileira do HD-DVD, criado pela Toshiba, arregimentou
empresas como Intel e Microsoft.
O anúncio do VMD abre um novo front nessa briga. E o produto entra
no páreo com uma solução técnica simples.
Ela amplia em até seis vezes a capacidade de armazenamento de informações
dos DVDs ao aumentar o número de camadas em que os dados podem
ser gravados. Nos discos convencionais, há até duas camadas.
No VMD, coexistem entre quatro e oito, sendo que esse número pode
atingir vinte. Na verdade, a nova tecnologia otimiza a antiga. Por isso,
é barata. Já o Blue-Ray e o HD-DVD empregam recursos diferentes.
Usam um raio laser de cor azul-violeta, com frequência de onda menor
do que a do laser vermelho, usado nos DVDs e no atual modelo do VMD.
A versão azulada do raio é mais precisa.
Proporcionalmente, a espessura do laser azul equivale à extremidade
fina de uma caneta esferográfica, e a do vermelho, à ponta
de um marcados de texto.
Uma semana antes do anúncio do VMD funcionários da Warner
haviam registrato a patente de um produto semelhante. "Eles patentearam
a aplicação, e nós, a tecnologia", disse o presidente
da NME, Eugene Levich. Porém o lançamento da empresa britânica
não será o último lance na guerra pela sucessão
dos DVDs. Em julho, a japonesa Ricoh havia anunciado a criação
de uma tecnologia capaz de conciliar o Blue-Ray e o HD-DVD. Se esse dispositivo
prosperar a custo razoável, um novor rebuliço vai abalar
o universo dos eletrônicos em breve. E ninguém vai parar
de correr até encontrar a solução campeã.
Foi isso que ocorreu na queda-de-braço entre os formatos VHS e
Betamax em meados dos anos 70. E as estimativas indicam que apenas o mercado
de laser azul em discos, computadores e consoles de games pode proporcionar
vendas de 28 bilhões de dólares em 2010. É essa bolada
que está em jogo.
+ FONTE: REVISTA VEJA 0UT-2006
|